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domingo, 16 de fevereiro de 2014

Porque é que vamos ao Altar?

Acabei de ver o filme "Uma boa mulher". Fala acima de tudo sobre o casamento e o que vem com ele. 
Já perto do fim, dois homens falam sobre o assunto, e um diz ao outro:
- Sabes o que significa Altar?
- Não.
- Significa sacrifício: é por isso que levamos a mulher ao Altar.

Fixei o meu pensamento aqui mesmo - Altar: sacrifício, é por isso que levamos uma mulher ao Altar. 
OK, aceito o conceito, mas exactamente a que sacrifício referem-se eles? 
Sacrifício quererá dizer compromisso? Compromisso levará a quê? À priorização? 
O que é isso do casamento? Porque é que temos tanta necessidade em cumprir esse ritual? 
O que é que muda e porque é que muda? Há necessidade de mudar? 
A vida não é uma linha continua, ainda que cheia de curvas, altos e baixos?
Quem é que inventou o casamento? Quem é que definiu as regras? 
Será o casamento nada mais nada menos que um aval? Um certificado? Uma prova de competência? Se sim, para quê?

Não quero de qualquer forma pôr em causa um ritual. Se é ritual é porque tem esse direito, mas confesso que tenho muita dificuldade em perceber exactamente do que beneficiam os seus praticantes. É que acima de tudo, a prerrogativa da vida centra-se, ou pelo menos deve centrar-se na verdade "dar e receber", certo?


Nota: nunca tive como objectivo casar-me, mas também nunca disse que nunca me casarei. Aliás, estive lá muito perto. 

sexta-feira, 14 de fevereiro de 2014

Carta de amor vazia.

Percebes que alguem deixou de existir na tua vida amorosa quando lhe tentas escrever uma carta de amor e o discurso não flui.

Feliz dia de S. Valentim.


quinta-feira, 13 de fevereiro de 2014

Dia dos namorados.

Amanhã é o dia dos namorados.

Sejamos nós fãs ou cínicos em relação ao dia 14 de Fevereiro, tenho a certeza que toca a todos e também tenho a certeza que nos lembramos dos namorados que mais influênciaram ou influênciam a nossa vida amorosa. Talvez seja exactamente por isso que o dia é assinalado: para fazermos um balanço do que está bem e do que está mal para a partir de amanhã ser melhor.

O amor é vida e a vida é bela - deixem o amor falar nem que seja uma vez por ano.

Love Out Of The Blue

terça-feira, 11 de fevereiro de 2014

Sem rédeas nem redes.

Por várias vezes dei por mim a dizer a amigas minhas que preciso é dum homem que tome conta de mim. O problema aqui é que nunca tinha pensado muito bem neste desejo e nas suas implicações. Via a ideia duma forma sempre muito superficial e romântica do tipo: preocupar-se se já me inscrevi no pilates, ou se não me tinha esquecido ligar à família, ou se passava na mercearia para me trazer os limões que me esqueci para o fricassé, ou mais querido ainda: passar numa florista para me comprar um bouquet de fores silvestres que eu tanto gosto. Tomar conta de mim, assim, simples.

Pois é, tomar conta de alguém é muito, mas muito mais do que isto: permitir que alguém tome conta de nós é para tudo: para o queridinho e para aquilo que nós não conseguimos deixar que se desprenda - largar as rédeas e entregá-las de coração aberto para o que der e vier, deixar que alguém decida o que é melhor. 


Deixar que alguém nos guie não é fácil, aliás deve roçar o impossível, principalmente quando já tomamos como conquistadas uma série de batalhas, as quais não queremos abrir mão delas, nem com rede nem sem ela para nos acolher em caso de queda.




quinta-feira, 6 de fevereiro de 2014

Aguentar com paciência.

Finalmente li o texto de Miguel Esteves Cardoso de que toda a gente fala "Como é que se Esquece Alguém que se Ama?".
É sem duvida um texto lindo, cheio de alma e muito carinho. Percebo a sua mensagem, e sem duvida que faz eco cá dentro.

Ele diz:
"É preciso aguentar. Já ninguém está para isso, mas é preciso aguentar. A primeira parte de qualquer cura é aceitar-se que se está doente. É preciso paciência. O pior é que vivemos tempos imediatos em que já ninguém aguenta nada. Ninguém aguenta a dor. De cabeça ou do coração. Ninguém aguenta estar triste. Ninguém aguenta estar sozinho. Tomam-se conselhos e comprimidos. Procuram-se escapes e alternativas. Mas a tristeza só há-de passar entristecendo-se. Não se pode esquecer alguem antes de terminar de lembrá-lo. Quem procura evitar o luto, prolonga-o no tempo e desonra-o na alma. A saudade é uma dor que pode passar depois de devidamente doída, devidamente honrada."

Eu pergunto: 
- Até onde deve a paciencia chegar? 
- Até onde devemos aguantar a dor? 
- O que é que é preciso aguentar?
- Como é que se aguenta a dor sem sem ouvir conselhos nem procurar por escapes e alternativas?




terça-feira, 4 de fevereiro de 2014

Amo-te Amor.

A facilidade com que se diz AMO-TE tira força ao AMOR. Tudo se ama. Amamos todos. Amamos tudo.

No meu caso, confesso que sou um bocadinho agarrada, até mesmo gananciosa, com este sentimento. Não amo tudo nem amo todos. Aliás, se aprofundar um bocadinho o assunto sobre o que amo chego mesmo a sentir que a minha ideia sobre ele roça o utópico.

E quando Amo, faço-o em silêncio. Não partilho – fica para mim. Acho que se não partilhar tem mais probabilidades de resistir (e claro, se partir algum coração será só o meu – com o dos outros eu não sei lidar muito bem). Também acho que se o verbalizar posso tornar-me ridícula – e eu não sou ridícula, sou muito forte (pelo menos passo a vida a ouvir dizer – és muito forte!).


Pois é, mas o Amor é belo e tudo que é belo é preciso ser mostrado. Vamo-lá ver se duma vez por todas me dispo de preconceitos e ponho o Amor a nu.


domingo, 26 de janeiro de 2014

Não sei amar.

AMOR não é AMAR e muito menos SABER AMAR. 

Estes últimos tempos tenho divagado muito sobre SABER AMAR e cheguei à conclusão que não sei amar - ponto final paragrafo. 

Sei amar a minha família, sei amar os meus amigos, sei amar a minha vida, sei amar os meus gatos, se tivesse filhos tenho a certeza que também saberia amá-los... sei amar tudo excepto aquele AMOR que parte corações. Esta é a verdade, a minha verdade. 

Com muita frequência falo com amigas e amigos sobre namorados, paixões, relações e nas consequências disto tudo. Eu sei a teoria toda, tenho a informação necessária mas depois... não sei aplicá-la. Baralho tudo, tento controlar (big mistake) e claro, não funciona - antes de começar já acabou porque o amor supostamente devia confortar a tempo inteiro e não parcialmente. Não devia ser permitido ao AMOR partir corações.
 
Ontem falava com uma amiga que me dizia "não passes o tempo a analisar cada virgula, cada gesto, cada expressão facial... todos somos complexos, indecisos e estranhos". Dizia-me também para não procurar por defeitos, para permitir sentir o coração bater forte, viver experiências físicas fortes, com o efeito secundário de sentir medo da perda, ansiedade pelo silêncio e pela ausência. Ela concluía com "dói que se farta, choras muito, mas também faz bem à alma, ao ego e até mesmo à pele - FAZ PARTE!".

É precisamente neste momento que eu percebo que NÃO SEI AMAR. Eu não permito nada disto. Quando começo a namorar acho que estou super certa, já aprendi muito e por isso não vou cometer os mesmos erros. Já estou mais crescida. Já sei tudo e já nada me afecta - claro que não me afecta porque eu não permito o bom e só dou relevância ao mau.  

Há muito anos tive conhecimento de uma pessoa que deixou de saber respirar (problemas graves de saúde, pulmões). Teve de aprender a respirar. Na altura não consegui perceber, mas hoje faz-me todo sentido, porque eu acho que preciso aprender a AMAR - acto simples e involuntário tal como RESPIRAR.
 

segunda-feira, 23 de dezembro de 2013

Condição: Humana

Há muito tempo que ando com vontade de começar um blog onde posso vomitar todas as minhas teorias sobre a condição humana, expressão que uso frequentemente Só hoje debati-me com 2.312 questões sobre o amor, a paixão e o que é que estas duas teorias significam para mim - achei portanto que seria o dia certo para começar.

Como criativa e designer que sou, vou tentar questionar a (minha) condição humana começando pelo conceito até ao resultado pragmático, porque ser designer é isso mesmo - pragmatismo sem nunca descurar a beleza e a essência.

É com certeza um projecto desafiador, e sei que não vou ter sempre as coordenadas certas nem tão pouco chegar a portos seguros, mas a ideia acaba mesmo por ser essa - explorar, explorar, explorar: o resultado será o que será.

Deixem as vossas opiniões, criticas, e notas porque ao fim e ao cabo sofremos todos na mesma condição: HUMANA.