domingo, 29 de dezembro de 2013

Domesticar emoções.


Há uma semana que ando com uma frase da Frida Kahlo a acompanhar o meu pensamento:
Onde não puderes amar, não te demores.


É duma intensidade, elegância e liberdade incríveis - vai, experimenta, explora, dá e tira, mas nada em demasia, não te demores, não percas muito tempo - mas também não deixes de dar ou de amar só porque não é recíproco (só não te demores).

É claro que para conseguir não demorar onde não podemos amar é preciso ter muito treino emocional, principalmente nós mulheres que possuímos a capacidade do oposto - chapinhar nos assuntos, situações e emoções; refazer histórias, dar finais felizes à nossa imagem e acabar com todos os vilões deste mundo.
Eu pessoalmente crio ligações emocionais fortes - não faço nada com pouca, nada mesmo - e como será óbvio, treino emocional tenho praticamente nenhum. Agarro as ligações com tanta força e dedicação que chego a sangrar das mãos por achar que ainda não devo largar a corda que teima em roçar as linhas das minhas mãos. Só mesmo quando esta se parte e não consegui agarrá-la com outra parte do corpo é que acabou. Portanto, demoro-me bastante!

Mas esta frase da Frida pôs a minha curiosidade a questionar muitos outros finais também felizes. Perspectivas que não tinha equacionado e por isso quero perceber se consigo treinar as minhas emoções - domesticá-las até!

Conseguirei eu largar as cordas, desprendê-las ou deixá-las laças? 
Confesso que não faço idéia como é que isso se faz, nem como toma forma, mas vou com certeza tentar, porque a verdade é que eu não suporto nem a idéia muito menos sentir-me atrelada.

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