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segunda-feira, 9 de março de 2015
Desidratar Amores.
As relações amorosas passam várias fases e há uma que eu costumo comparar à fruta desidratada: retiras-lhe a vida (água) para concentrar e intensificar o melhor (sabor) - óptimo snack, jamais refeição completa.
quarta-feira, 21 de janeiro de 2015
Aprender a Ouvir.
No outro dia, do nada, viro-me para os meus dois gatos que olhavam para mim com aqueles olhinhos bem abertos à espera não sei muito bem do quê e perguntei-lhes: porque é que gostam de mim?
Escusado será dizer que pestanejaram, viraram o rabo e correram sala fora felizes e contentes.
Que resposta, ou melhor, que lição é que eu tirei daqui?
Às vezes não precisamos ouvir aquelas palavras exactas que idealizamos porque já sabemos e sabemos porque um aconchego no colo, uma festinha inesperada ou só mesmo uma chamada de atenção também é uma forma de comunicar, só não é (exactamente) aquela que pretendemos.
Às vezes não precisamos ouvir aquelas palavras exactas que idealizamos porque já sabemos e sabemos porque um aconchego no colo, uma festinha inesperada ou só mesmo uma chamada de atenção também é uma forma de comunicar, só não é (exactamente) aquela que pretendemos.
quinta-feira, 30 de janeiro de 2014
Controlar ou não controlar, eis a questão.
Diz-se que a tarefa mais difícil dada ao ser humano é amar. E eu digo que a maior ilusão dada ao ser humano é (a capacidade de) controlar.
Controlar pressupõe confiar e confiar é acreditar - a pergunta que se segue é: acreditamos em nós? Acreditamos que estamos a fazer as coisas certas para chegar onde queremos?
Acreditamos no que os outros nos dizem?
Acreditamos no que os outros nos fazem?
Acreditamos que também temos direito ao bem-bom?
Acreditamos que a vida é mesmo bela?
É com certeza muito difícil praticar aquela teoria do Go With The Flow que tanto se fala mas se começarmos por aceitar que CONTROLAR é uma ilusão, mais facilmente percebemos que o segundo seguinte pode ser tudo ou nada, pode ser bom ou mau.
Como já disse aqui, eu não percebo nada disto nem sei como se faz. A única coisa que sei é que há muita coisa que não funcionou (nem me trouxe paz alguma) porque eu tentava controlar. Por isso, vou (tentar) praticar o exercício ao contrário: vou deixar andar, sem rédeas nem ilusões.
Controlar pressupõe confiar e confiar é acreditar - a pergunta que se segue é: acreditamos em nós? Acreditamos que estamos a fazer as coisas certas para chegar onde queremos?
Acreditamos no que os outros nos dizem?
Acreditamos no que os outros nos fazem?
Acreditamos que também temos direito ao bem-bom?
Acreditamos que a vida é mesmo bela?
É com certeza muito difícil praticar aquela teoria do Go With The Flow que tanto se fala mas se começarmos por aceitar que CONTROLAR é uma ilusão, mais facilmente percebemos que o segundo seguinte pode ser tudo ou nada, pode ser bom ou mau.
Como já disse aqui, eu não percebo nada disto nem sei como se faz. A única coisa que sei é que há muita coisa que não funcionou (nem me trouxe paz alguma) porque eu tentava controlar. Por isso, vou (tentar) praticar o exercício ao contrário: vou deixar andar, sem rédeas nem ilusões.
domingo, 26 de janeiro de 2014
Não sei amar.
AMOR não é AMAR e muito menos SABER AMAR.
Estes últimos tempos tenho divagado muito sobre SABER AMAR e cheguei à conclusão que não sei amar - ponto final paragrafo.
Sei amar a minha família, sei amar os meus amigos, sei amar a minha vida, sei amar os meus gatos, se tivesse filhos tenho a certeza que também saberia amá-los... sei amar tudo excepto aquele AMOR que parte corações. Esta é a verdade, a minha verdade.
Com muita frequência falo com amigas e amigos sobre namorados, paixões, relações e nas consequências disto tudo. Eu sei a teoria toda, tenho a informação necessária mas depois... não sei aplicá-la. Baralho tudo, tento controlar (big mistake) e claro, não funciona - antes de começar já acabou porque o amor supostamente devia confortar a tempo inteiro e não parcialmente. Não devia ser permitido ao AMOR partir corações.
Ontem falava com uma amiga que me dizia "não passes o tempo a analisar cada virgula, cada gesto, cada expressão facial... todos somos complexos, indecisos e estranhos". Dizia-me também para não procurar por defeitos, para permitir sentir o coração bater forte, viver experiências físicas fortes, com o efeito secundário de sentir medo da perda, ansiedade pelo silêncio e pela ausência. Ela concluía com "dói que se farta, choras muito, mas também faz bem à alma, ao ego e até mesmo à pele - FAZ PARTE!".
É precisamente neste momento que eu percebo que NÃO SEI AMAR. Eu não permito nada disto. Quando começo a namorar acho que estou super certa, já aprendi muito e por isso não vou cometer os mesmos erros. Já estou mais crescida. Já sei tudo e já nada me afecta - claro que não me afecta porque eu não permito o bom e só dou relevância ao mau.
Há muito anos tive conhecimento de uma pessoa que deixou de saber respirar (problemas graves de saúde, pulmões). Teve de aprender a respirar. Na altura não consegui perceber, mas hoje faz-me todo sentido, porque eu acho que preciso aprender a AMAR - acto simples e involuntário tal como RESPIRAR.
domingo, 29 de dezembro de 2013
Domesticar emoções.
Há uma semana que ando com uma frase da Frida Kahlo a acompanhar o meu pensamento:
Onde não puderes amar, não te demores.
É duma intensidade, elegância e liberdade incríveis - vai, experimenta, explora, dá e tira, mas nada em demasia, não te demores, não percas muito tempo - mas também não deixes de dar ou de amar só porque não é recíproco (só não te demores).
É claro que para conseguir não demorar onde não podemos amar é preciso ter muito treino emocional, principalmente nós mulheres que possuímos a capacidade do oposto - chapinhar nos assuntos, situações e emoções; refazer histórias, dar finais felizes à nossa imagem e acabar com todos os vilões deste mundo.
Eu pessoalmente crio ligações emocionais fortes - não faço nada com pouca, nada mesmo - e como será óbvio, treino emocional tenho praticamente nenhum. Agarro as ligações com tanta força e dedicação que chego a sangrar das mãos por achar que ainda não devo largar a corda que teima em roçar as linhas das minhas mãos. Só mesmo quando esta se parte e não consegui agarrá-la com outra parte do corpo é que acabou. Portanto, demoro-me bastante!
Mas esta frase da Frida pôs a minha curiosidade a questionar muitos outros finais também felizes. Perspectivas que não tinha equacionado e por isso quero perceber se consigo treinar as minhas emoções - domesticá-las até!
Conseguirei eu largar as cordas, desprendê-las ou deixá-las laças?
Confesso que não faço idéia como é que isso se faz, nem como toma forma, mas vou com certeza tentar, porque a verdade é que eu não suporto nem a idéia muito menos sentir-me atrelada.
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