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segunda-feira, 9 de março de 2015
Desidratar Amores.
As relações amorosas passam várias fases e há uma que eu costumo comparar à fruta desidratada: retiras-lhe a vida (água) para concentrar e intensificar o melhor (sabor) - óptimo snack, jamais refeição completa.
quarta-feira, 21 de janeiro de 2015
Aprender a Ouvir.
No outro dia, do nada, viro-me para os meus dois gatos que olhavam para mim com aqueles olhinhos bem abertos à espera não sei muito bem do quê e perguntei-lhes: porque é que gostam de mim?
Escusado será dizer que pestanejaram, viraram o rabo e correram sala fora felizes e contentes.
Que resposta, ou melhor, que lição é que eu tirei daqui?
Às vezes não precisamos ouvir aquelas palavras exactas que idealizamos porque já sabemos e sabemos porque um aconchego no colo, uma festinha inesperada ou só mesmo uma chamada de atenção também é uma forma de comunicar, só não é (exactamente) aquela que pretendemos.
Às vezes não precisamos ouvir aquelas palavras exactas que idealizamos porque já sabemos e sabemos porque um aconchego no colo, uma festinha inesperada ou só mesmo uma chamada de atenção também é uma forma de comunicar, só não é (exactamente) aquela que pretendemos.
domingo, 26 de janeiro de 2014
Não sei amar.
AMOR não é AMAR e muito menos SABER AMAR.
Estes últimos tempos tenho divagado muito sobre SABER AMAR e cheguei à conclusão que não sei amar - ponto final paragrafo.
Sei amar a minha família, sei amar os meus amigos, sei amar a minha vida, sei amar os meus gatos, se tivesse filhos tenho a certeza que também saberia amá-los... sei amar tudo excepto aquele AMOR que parte corações. Esta é a verdade, a minha verdade.
Com muita frequência falo com amigas e amigos sobre namorados, paixões, relações e nas consequências disto tudo. Eu sei a teoria toda, tenho a informação necessária mas depois... não sei aplicá-la. Baralho tudo, tento controlar (big mistake) e claro, não funciona - antes de começar já acabou porque o amor supostamente devia confortar a tempo inteiro e não parcialmente. Não devia ser permitido ao AMOR partir corações.
Ontem falava com uma amiga que me dizia "não passes o tempo a analisar cada virgula, cada gesto, cada expressão facial... todos somos complexos, indecisos e estranhos". Dizia-me também para não procurar por defeitos, para permitir sentir o coração bater forte, viver experiências físicas fortes, com o efeito secundário de sentir medo da perda, ansiedade pelo silêncio e pela ausência. Ela concluía com "dói que se farta, choras muito, mas também faz bem à alma, ao ego e até mesmo à pele - FAZ PARTE!".
É precisamente neste momento que eu percebo que NÃO SEI AMAR. Eu não permito nada disto. Quando começo a namorar acho que estou super certa, já aprendi muito e por isso não vou cometer os mesmos erros. Já estou mais crescida. Já sei tudo e já nada me afecta - claro que não me afecta porque eu não permito o bom e só dou relevância ao mau.
Há muito anos tive conhecimento de uma pessoa que deixou de saber respirar (problemas graves de saúde, pulmões). Teve de aprender a respirar. Na altura não consegui perceber, mas hoje faz-me todo sentido, porque eu acho que preciso aprender a AMAR - acto simples e involuntário tal como RESPIRAR.
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