terça-feira, 11 de fevereiro de 2014

Sem rédeas nem redes.

Por várias vezes dei por mim a dizer a amigas minhas que preciso é dum homem que tome conta de mim. O problema aqui é que nunca tinha pensado muito bem neste desejo e nas suas implicações. Via a ideia duma forma sempre muito superficial e romântica do tipo: preocupar-se se já me inscrevi no pilates, ou se não me tinha esquecido ligar à família, ou se passava na mercearia para me trazer os limões que me esqueci para o fricassé, ou mais querido ainda: passar numa florista para me comprar um bouquet de fores silvestres que eu tanto gosto. Tomar conta de mim, assim, simples.

Pois é, tomar conta de alguém é muito, mas muito mais do que isto: permitir que alguém tome conta de nós é para tudo: para o queridinho e para aquilo que nós não conseguimos deixar que se desprenda - largar as rédeas e entregá-las de coração aberto para o que der e vier, deixar que alguém decida o que é melhor. 


Deixar que alguém nos guie não é fácil, aliás deve roçar o impossível, principalmente quando já tomamos como conquistadas uma série de batalhas, as quais não queremos abrir mão delas, nem com rede nem sem ela para nos acolher em caso de queda.




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