A facilidade com que se diz AMO-TE tira força ao AMOR. Tudo se ama. Amamos todos. Amamos tudo.
No meu caso, confesso que sou um bocadinho agarrada, até mesmo
gananciosa, com este sentimento. Não amo tudo nem amo todos. Aliás, se aprofundar um
bocadinho o assunto sobre o que amo chego mesmo a sentir que a minha ideia
sobre ele roça o utópico.
E quando Amo, faço-o em silêncio. Não partilho – fica para
mim. Acho que se não partilhar tem mais probabilidades de resistir (e claro, se
partir algum coração será só o meu – com o dos outros eu não sei lidar muito
bem). Também acho que se o verbalizar posso tornar-me ridícula – e eu não sou ridícula,
sou muito forte (pelo menos passo a vida a ouvir dizer – és muito
forte!).

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