terça-feira, 31 de dezembro de 2013

Plenitude para 2014.

Ontem falava com uma amiga sobre o ano que vai começar, os rituais da passagem de ano e aquilo que queremos para 2014 - eu pessoalmente peço acima de tudo calma e muito tempo para usufruir o que tenho conseguido e aprendido nestes 37 anos de vida, que acho que já foi muito.

É normal não pararmos para celebrar as nossas vitórias nem chorarmos as nossas derrotas. A vida é um ápice e quando menos esperamos, já entrámos noutro ano e sem nada de novo.

Pois bem, eu farei de tudo para não repetir o que me deixa insegura (sim, porque também sou) e para curtir as boas ondas - a isto creio que se chama plenitude: aproveitar o bom do momento em determinado contexto. Se depois tudo nos parece irrelevante não interessa. O que interessa é que a plenitude é a isenção das inseguranças, das tristezas e acreditarmos que aqui e agora faz todo o sentido - não no futuro.

Que 2014 vos dê muita saúde, graça e gargalhada - e acreditem que a plenitude é mais atingivel do que aquilo que possam imaginar.


segunda-feira, 30 de dezembro de 2013

O amor não é complicado.

Nada é complicado, nem mesmo o amor. 

É frequente dizermos que o amor não é complicado, as pessoas é que são. Pois bem, eu não concordo. Para mim o amor não é complicado nem mesmo as pessoas. Nós somos é egocentristas, egoístas e nada frontais.

Passo a ilustrar:
Quando nos apaixonamos e partilhamos com a pessoa que nos dá borboletas na barriga, mas esta não corresponde (contudo até lhe sabe bem essa admiração) culpa sempre o factor complicação, o quão destroçado está de relações antigas e outros factores da sua vida que não o permitem avançar de coração aberto para a aventura da paixão e do amor. Será assim mesmo? Ou será simplesmente o facto de não se querer comprometer e assim ter de deixar outras paixonetas ao abandono? É obvio que é mais fácil culpar a complicação das nossas vidas e das coisas mal resolvidas. É também obvio preferível deixar tudo em aberto, e assim ser adorado e adorada por todos e todas que de algum forma fazem bem ao EGO. 

Nós encontrámos foi a forma mais subtil de dizer que determinada pessoa não nos preenche na integra. Forma essa que até nem magoa muito o EGO do outro, porque ao fim ao cabo, quem é que não gosta de ter uma paleta variada e paixões por onde escolher? Ninguém!

domingo, 29 de dezembro de 2013

Domesticar emoções.


Há uma semana que ando com uma frase da Frida Kahlo a acompanhar o meu pensamento:
Onde não puderes amar, não te demores.


É duma intensidade, elegância e liberdade incríveis - vai, experimenta, explora, dá e tira, mas nada em demasia, não te demores, não percas muito tempo - mas também não deixes de dar ou de amar só porque não é recíproco (só não te demores).

É claro que para conseguir não demorar onde não podemos amar é preciso ter muito treino emocional, principalmente nós mulheres que possuímos a capacidade do oposto - chapinhar nos assuntos, situações e emoções; refazer histórias, dar finais felizes à nossa imagem e acabar com todos os vilões deste mundo.
Eu pessoalmente crio ligações emocionais fortes - não faço nada com pouca, nada mesmo - e como será óbvio, treino emocional tenho praticamente nenhum. Agarro as ligações com tanta força e dedicação que chego a sangrar das mãos por achar que ainda não devo largar a corda que teima em roçar as linhas das minhas mãos. Só mesmo quando esta se parte e não consegui agarrá-la com outra parte do corpo é que acabou. Portanto, demoro-me bastante!

Mas esta frase da Frida pôs a minha curiosidade a questionar muitos outros finais também felizes. Perspectivas que não tinha equacionado e por isso quero perceber se consigo treinar as minhas emoções - domesticá-las até!

Conseguirei eu largar as cordas, desprendê-las ou deixá-las laças? 
Confesso que não faço idéia como é que isso se faz, nem como toma forma, mas vou com certeza tentar, porque a verdade é que eu não suporto nem a idéia muito menos sentir-me atrelada.

terça-feira, 24 de dezembro de 2013

Condição: Felina

Há um ano e meio decidi ter pela primeira vez ter gatos cá em casa. Já tive cães, pássaros e peixes, mas gatos nunca tinha tido e as interacções que tive em criança com estes animais foram muito poucas. Haviam muitos lá na rua, mas por acaso nunca me interessei.

Em Londres tinha uma amiga que tinha um gato, o super fofo Pierre. Um gato já bastante idoso, extremamente meigo cujo ronronar mais parecia o motor duma Harley-Davidson. Fui cat-sitter dele várias vezes, sempre que o casal amigo precisava de viajar (que é a maior constante de quem vive em Londres - viajar). Talvez por isso, apeguei-me mais aos felinos e comecei a interessar-me por eles. Entretanto o meu sobrinho decide levar um gato para casa (o Socks), e o meu pai seguiu o exemplo (levou o Kratus). Sem querer, vi-me rodeada de gatos e acabei por me apaixonar por estas criaturas. Depressa decidi adoptar um - e assim chega o Moshi Moshi à minha vida e logo de seguida a Miu Miu

Moshi Moshi, o gato castanho escuro e riscas pretas. Miu Miu, a gata pérola com manchas tigradas em tons cinzentos

O que é que que quero com esta introdução toda a gatos e à entrada deles na minha vida? 
Dizer-vos que, entre muitas coisas interessantes que aprendi com eles, a maior foi sem duvida perceber que somos todos muito mais gatos e muito mais gatas do que aquilo que possamos imaginar. Que a nossa Condição: Humana também é Condição: Felina - só temos é de aprender a largar o que já não faz sentido e deixar os instintos manifestarem-se com mais frequência porque, ao fim e ao cabo, quando se fala em AMOR INCONDICIONAL também se fala na capacidade de não chapinhar naquilo que já não interessa. É exactamente por isso que os gatos se enroscam no nosso colo mesmo depois de lhes ralharmos e os cães nos vêm buscar à porta mesmo depois de os abandonarmos todas as manhãs para ir trabalhar - eles não têm a necessidade de mostrar que têm razão e que ainda estão magoados porque sabem que não ganham nada com isso.

Agora a questão é: E nós? O que é que ganhamos por mostrar que temos (sempre) razão e que ainda estamos magoados porque alguém nos feriu o EGO? 

Legenda da foto do Moshi Moshi e da Miu Miu - tinham estado à bulha por causa dum saco plástico (que acabou por perder o interesse). Entretanto a casa arrefeceu, deitaram-se aos meus pés e enroscaram-se para dormitar - simples!

segunda-feira, 23 de dezembro de 2013

Condição: Humana

Há muito tempo que ando com vontade de começar um blog onde posso vomitar todas as minhas teorias sobre a condição humana, expressão que uso frequentemente Só hoje debati-me com 2.312 questões sobre o amor, a paixão e o que é que estas duas teorias significam para mim - achei portanto que seria o dia certo para começar.

Como criativa e designer que sou, vou tentar questionar a (minha) condição humana começando pelo conceito até ao resultado pragmático, porque ser designer é isso mesmo - pragmatismo sem nunca descurar a beleza e a essência.

É com certeza um projecto desafiador, e sei que não vou ter sempre as coordenadas certas nem tão pouco chegar a portos seguros, mas a ideia acaba mesmo por ser essa - explorar, explorar, explorar: o resultado será o que será.

Deixem as vossas opiniões, criticas, e notas porque ao fim e ao cabo sofremos todos na mesma condição: HUMANA.